sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Pague Leve é uma oferta na qual o público transeunte é instigado a comprar uma dança, por apenas um real. Trata-se de uma ação simples: três artistas apresentam seus cardápios, com composições individuais dançadas (além das combinações em duos e trios, montadas ao gosto do cliente). Também são ofertados no cardápio pocketvideodanças que podem ser adquiridos no celular via Bluetooth.

A performance em questão propõe a criação de um sistema independente, propondo outras aberturas para o mercado de arte.
É SIMPLES, UM REAL, "ENJOY AND PAY"!!

Quanto vale, onde vale e para quem vale?




RESUMO CONCEITUAL DO TRABALHO
(OU DÚVIDAS FREQUENTES)

1. VALOR
Consumo individual da sua experiência.

A contemplação acontece a qualquer momento; quando você desejar que comece, durante o tempo que você quiser, bastando apenas escolher sua opção no cardápio, a forma de apreensão, e apreciar sua oferta.

Mercadores, vendedores, muambeiros do corpo, do gesto, da ação, da provocação, barganhando seus repertórios corporais.

2. LUGAR
Espaços de ação; configuração que se cria, e se instaura, a partir do movimento.

Qualquer espaço onde haja compradores em potencial.

Independe-se de maiores recursos cênicos, pois o centro da ação dá-se no corpo em movimento. A partir do dialogo aberto entre publiente e vendedor, a qualquer momento que se queira dançar e que se precise vender, o trabalho acontece. Portas de teatros, corredores, o meio da rua ou suas calçadas, uma praça, ou até um banco de carro... Qualquer espaço torna-se palco.

3. CONSUMIDORES
Não existem critérios definidos para adquirir estas ofertas. Sem necessidade de suportes teóricos para apreciação, você paga e leva.

4. VENDA COMO (RE)AÇÃO POLÍTICA
Trazer um discurso bem humorado e leve para apontar questões que tangem o meio artístico e a forma como vem se estabelecendo a Indústria Cultural em nosso país, com a intenção de promover uma reverberação de possibilidades rumo à democratização cultural e, como conseqüência, uma abertura para um fluxo de sensibilidades e de diálogo entre quem faz o objeto e quem o consome.

Uma AÇÃO política enquanto viabilidade e acesso a um produto artístico (que vem sendo adquirido por classes e grupos específicos) para outros consumidores em potencial, reforçando a idéia de que toda pessoa pode compartilhar determinado produto, a partir do momento que o mesmo lhe é disponibilizado. Uma REAÇÃO política de jovens artistas, com produções independentes, que se reuniram para questionar a situação atual do mercado de Arte. Socializando o próprio espaço de atuação, levando suas criações para locais alternativos, não saturados, eles movem-se nas brechas do sistema.