quinta-feira, 16 de abril de 2009

Link para vídeos da intervenção no Youtube

Nos dois links abaixo é possível acessar os vídeos da intervenção "Pague Leve - venda de performances" . Acessem!!

Pague Leve - por Luciana Franco
http://www.youtube.com/watch?gl=BR&hl=pt&v=uA7rj1URO6g

Pague Leve na rua - por Emanuel de Jesus
http://www.youtube.com/watch?v=wV682gKsaUE

Derivando - vídeoarte por Emanuel de Jesus
http://www.youtube.com/watch?v=0wXMNfIQdVo&feature=related

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Fotos da intervenção "Pague Leve - venda de performances" - Mac Filé - Outubro de 2008






Publiente compra um pocketvideodança

(videodanças para celular)















Marina Pachecco










Italmar Vasconcellos













Publiente escolhe suas ofertas, analisa os cardápios e as opções









Marina Pachecco vende sua oferta:

"dança de longe"












Publiente degusta a "dança de longe"







Italmar Vasconcellos e os publientes do Mac Filé















Morena Paiva vende "dança contemporânea"














“Pague Leve – venda de performances” completa 1 ano de intervenções


Pague Leve – venda de performances
nasceu em fevereiro de 2008, e foi realizada em circuito urbano e aberto, ofertando suas danças nas portas dos principais teatros e centros culturais; dentro de galerias de arte do Rio de Janeiro e cidades vizinhas; em ruas e praças públicas, e outros eventos informais. Como o centro da ação se dá no corpo em movimento, a partir do dialogo aberto entre publiente e vendedor, a qualquer momento em que esta relação se configurou, o trabalho aconteceu.

Ao longo deste primeiro ano do projeto, nos foi possível participar intensa e ativamente de eventos importantes (alguns já consagrados) dentro do circuito alternativo das Artes Visuais e de Performance, tais como o encontro de performances do Ateliê/Galeria Barracão Maravilha Arte Contemporânea (junho/2008), o evento de comemoração dos 10 anos do CEP 20.000, realizado no teatro Sergio Porto (agosto/2008), a convite do coletivo OPAVIVARÀ! , o evento Mac Filé (foto) com exposição de performances e intervenções, organizado pelo Coletivo Filé de Peixe no Museu de Arte Contemporânea de Niterói – MAC (outubro/2008), e o Digital Urbano, exposição e intervenções de mídias digitais e performances realizado pelo Núcleo de Arte e Tecnologia - NAT, da escola de Artes Visuais do Parque Lage (março/2009), a convite do videomaker Emanuel de Jesus, criador do vídeo "Pague Leve na rua" ( http://www.youtube.com/watch?v=wV682gKsaUE )


Ao longo deste primeiro, o grande sucesso da performance incentivou a criação do Coletivo Pague Leve – Artistas Associados, que prepara a montagem de uma trilogia cênica para 2009, em parceria internacional com o bailarino Renan Martins (Brasil/Áustria). Sob o título "O dia em que virei um nome", esta trilogia traz um discurso crítico sobre marketing pessoal, marca, venda e valor. A pessoa passa a se tornar um ente (nome), quando recupera a relação de intimidade consigo mesmo e com o outro, resignificando as informações que são inseridas massificadamente por ações e imagens cotidianas em um novo contexto, modificando assim sua relação com os meios de comunicação (impressos, impregnados em nosso inconsciente coletivo) através de entendimentos subliminares de novos processos cognitivos.


Pesquisando o conceito proposto por Ricardo Basbaum, o Coletivo Pague Leve define sua atuação como “artistas etc”, conceito que traz a idéia de que a relação do artista com sua obra é percebida em sua totalidade (produção, criação e execução / interpretação), sempre buscando colaborações variadas para realização das etapas que lhe escapam. Desenvolvemos nossa pesquisa dentro desta configuração, onde cada artista é responsável por sua criação individual, porém associa-se aos outros para fomentar uma dinâmica aberta no entendimento e construção das obras. Iniciamos com essa busca um processo de autogestão para a auto sustentabilidade, onde as outras estruturas de criação e produção em parceria aberta e constante impulsionam os trabalhos a se inserirem no mercado.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Pague Leve é uma oferta na qual o público transeunte é instigado a comprar uma dança, por apenas um real. Trata-se de uma ação simples: três artistas apresentam seus cardápios, com composições individuais dançadas (além das combinações em duos e trios, montadas ao gosto do cliente). Também são ofertados no cardápio pocketvideodanças que podem ser adquiridos no celular via Bluetooth.

A performance em questão propõe a criação de um sistema independente, propondo outras aberturas para o mercado de arte.
É SIMPLES, UM REAL, "ENJOY AND PAY"!!

Quanto vale, onde vale e para quem vale?




RESUMO CONCEITUAL DO TRABALHO
(OU DÚVIDAS FREQUENTES)

1. VALOR
Consumo individual da sua experiência.

A contemplação acontece a qualquer momento; quando você desejar que comece, durante o tempo que você quiser, bastando apenas escolher sua opção no cardápio, a forma de apreensão, e apreciar sua oferta.

Mercadores, vendedores, muambeiros do corpo, do gesto, da ação, da provocação, barganhando seus repertórios corporais.

2. LUGAR
Espaços de ação; configuração que se cria, e se instaura, a partir do movimento.

Qualquer espaço onde haja compradores em potencial.

Independe-se de maiores recursos cênicos, pois o centro da ação dá-se no corpo em movimento. A partir do dialogo aberto entre publiente e vendedor, a qualquer momento que se queira dançar e que se precise vender, o trabalho acontece. Portas de teatros, corredores, o meio da rua ou suas calçadas, uma praça, ou até um banco de carro... Qualquer espaço torna-se palco.

3. CONSUMIDORES
Não existem critérios definidos para adquirir estas ofertas. Sem necessidade de suportes teóricos para apreciação, você paga e leva.

4. VENDA COMO (RE)AÇÃO POLÍTICA
Trazer um discurso bem humorado e leve para apontar questões que tangem o meio artístico e a forma como vem se estabelecendo a Indústria Cultural em nosso país, com a intenção de promover uma reverberação de possibilidades rumo à democratização cultural e, como conseqüência, uma abertura para um fluxo de sensibilidades e de diálogo entre quem faz o objeto e quem o consome.

Uma AÇÃO política enquanto viabilidade e acesso a um produto artístico (que vem sendo adquirido por classes e grupos específicos) para outros consumidores em potencial, reforçando a idéia de que toda pessoa pode compartilhar determinado produto, a partir do momento que o mesmo lhe é disponibilizado. Uma REAÇÃO política de jovens artistas, com produções independentes, que se reuniram para questionar a situação atual do mercado de Arte. Socializando o próprio espaço de atuação, levando suas criações para locais alternativos, não saturados, eles movem-se nas brechas do sistema.